Parte 2 - Uma Oferta Irrecusável



 - Ora... imagino que seja inútil pedir para que se sente (*), então o direi mesmo que não o faça. Há uma oportunidade que "talvez" lhe interesse. O Senador Serápius virá visitar o patrício Marcúcio para requisitar apoio bélico para a campanha dele além-mar.

O senador o faz em busca de glórias, novas terras, riquezas...


O Anfitrião faz uma pausa cuidadosa para observar, com atenção, as mudanças de humor por parte de sua convidada.


- ... dentre outras coisas, escravos, é claro.


Ceres o fita e, não conseguindo esconder seu desprezo, como se, em algum momento, ele o tentasse fazer, responde.


- Esse tipo de pensamento torna esses merdas como o senador, ou mesmo o seu patrão, um bando de páreas truculentos imerecidamente glorificados!


O anfitrião abre um sorriso.


- Vejo que aprecia cuspir no prato que come.


Ele gospe uma semente da maçã numa vasília e continua


- Outros bárbaros costumam apreciar o desenvolvimento e a glória de nossa república, mas você...


- Eu tenho ciência de que existem povos moralmente mais deploráveis do que vocês! Mas a mera existência deles jamais justificaria a sua cultura militar e escravagista!


O anfitrião se diverte com a reação provocada, enquanto dá mais uma mordida na maçã.


- Fico feliz que ache o Senador Serápius "moralmente reprovável". Meu senhor também não gosta dele a ponto de te pagar um bom soldo para que você suma com ele.


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(*) Aqui está escrito que se "sente", mas o ambiente de reuniões em que os personagens se encontram são dois divãs, um de frente para o outro, e a etiqueta manda que as partes se deitem.

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